
A maioria das pessoas acha que a inteligência artificial começou com o ChatGPT. Mas quem acompanha tecnologia há mais tempo sabe: ela só ficou mais visível.
Antes, estava escondida atrás dos bastidores, trabalhando sem pedir crédito. Hoje, ela fala, cria, opina — e muita gente ainda tenta entender o que, afinal, está acontecendo.
Nos anos 50, tudo era teoria: máquinas que poderiam pensar. Depois vieram os cálculos, e repetições de padrões porém com escolha após análises, como os jogos de xadrez e os testes de laboratório.
Nos anos 2000, ela já estava no nosso bolso, disfarçada de buscador, GPS ou recomendação de filme. E enquanto a gente digitava, ela aprendia — sobre o que gostamos, como e o que compramos ou o que tínhamos intenção de compra, quanto tempo paramos em cada vídeo, para entender a nossa preferência e etc…
A IA sempre esteve olhando. Só agora passou a responder.
Quando o ChatGPT apareceu, não foi um salto — foi um espelho. De repente, a tecnologia começou a conversar com a gente no mesmo tom que usamos entre nós. E isso muda tudo: não porque ela seja mais inteligente, mas porque finalmente é compreensível. As ferramentas deixaram de ser técnicas e se tornaram parceiras de raciocínio. Elas não fazem no nosso lugar — fazem com a gente.
Hoje, vejo a IA atravessando gerações de um jeito curioso. Crianças que pedem para a Alexa contar uma história. Adolescentes que estudam com resumos feitos por IA. Adultos que descobriram que ela economiza tempo, e idosos que a tratam como companhia. De alguma forma, ela se encaixa em cada fase da vida — como um espelho do que precisamos naquele momento.
No fundo, a inteligência artificial é menos sobre máquinas e mais sobre nós. Ela só devolve o que oferecemos: perguntas, ideias, intenções. E talvez seja aí que esteja a diferença entre quem usa e quem realmente entende.
A IA não é o fim de nada. É o começo de uma nova forma de pensar.